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Em 2018, doze estudantes formados na Rapública Boliviana da Venezuela pelo Ministério do Ambiente, aterravam ao país, e eram recebidos com pompas e circunstancias pela ex-ministra do Ambiente, Paula Francisco Coelho.

Por: Carla Nayara

Porém, o que os jovens não sabiam, é que lhes esperava uma autêntica passagem no deserto, no reconhecimento pelos seus estudos.

Tendo em conta o fecho do concurso público naquela altura, foram sugeridos pela ministra a trabalhar por contrato, que foi atribuído pelos recém-licenciados, com anuência das finanças, na garantia de um salário mensal efectivado no contrato.

De acordo os trabalhadores que falaram ao Na Mira do Crime sob anonimato, durante os primeiros meses de trabalho, começaram a notar as falhas no compromisso formalizado.

 “Durante todo ano de 2019, começamos a receber os salários com irregularidades, às vezes passavam dois ou três meses sem recebermos, por vezes mais tempo, e depois pagavam num ou outro Mês”, lamentaram, acrescentando que, das vezes que recebiam, tinham que contactar directamente a ministra Paula Francisco Coelho.

 “Foi assim que, depois de muita complicação, decidimos reunir e contactar o Recursos Humanos do ministério, mas de nada adiantou,  eram  voltas e voltas”.

Situação piorou com a exoneração da ministra

“Após a exoneração da ministra Paula Francisco Coelho”, contam, “a situação agudizou, nem conseguimos reunir com a ministra Adjany Costa, porque ela não queria saber de nós”.

Problema das verbas vem desde a formação no exterior

 “Quando saímos de Angola assinamos um contrato que dizia que durante os cinco anos de formação, receberíamos 400 dólares por alunos mensalmente, mas até para isso tivemos muita dificuldade pois, o pagamento era faseado, e boa parte da nossa formação foi paga pelas nossas famílias, feitas as contas, o Ministério do Ambiente deve cerca de 4000 dólares para cada um de nós”, explicaram.

“Onze de nós, bolseiros, estão há 11 meses sem salários, mas um outro colega está há mais de 15 meses, porque simplesmente o nome dele desapareceu da lista de pagamento, teve de fazer muita reclamação para haver o reenquadramento”, reclamaram.

 “Como nós existe um universo de quase 200 funcionários do ministerio na mesma situação, tem pais de familia que estão há mais de dez anos no trabalho e estão nesta mesma condição”, denunciaram.

Segundo os funcionários, nunca tiveram contacto com a folha de salário. “Somos descontados IRT e INSS, sem saber se de facto o dinheiro vai para Caixa Social”.

Um dos trabalhadores diz ter perdido uma oportunidade de conseguir uma residência numa das centralidades, por falta de recibo salarial.

Nós fomos formados, somos quadros do Ministério do Ambiente, mas somos destratados, de tal forma que até alguns tiveram que voltar a imigrar ou inverdar por outras vias para sobreviver, apenas pedimos o que é nosso por direito”, pediram.

O Ministério do Ambiente, que fundiu com o Ministério da Cultura e  Turismo,  tem na sua liderança Jomo Francisco Isabel de Carvalho Fortunato, que substituiu Adjany da Silva Freitas Costa.

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