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Cazenga: Marginal que efectuou disparo mortal em 2019 a um cidadão que conduzia uma carrinha Canter começou a ser julgado


Menezes João, também conhecido por Magui ou Magnata, 21 anos, começou a ser julgado por ser um dos prováveis assassinos de Elias Fonseca Gonçalves, morto a tiro, dentro da sua viatura, nas imediações da FILDA, ao município do Cazenga.

Por: Carla Nayara

O crime em causa, ocorrido no ano passado, abalou a sociedade e teve grande impacto nas redes sociais, com vídeos ilustrativos sobre o momento em que Elias Gonçalves foi, violentamente, assassinado.

Um ano depois, um dos supostos autores, identificado por Menezes João, também conhecido por Magui ou Magnata, mecânico de profissão, de 21 anos, encontra-se a ser julgado na 6.ª secção dos Crimes Comuns, do Palácio Dona Ana Joaquina, sob acusação da prática do crime de homicídio voluntário simples, previsto e punível pelo artigo 349.º do Código Penal.

Entretanto, o réu, tanto no interrogatório da instrução preparatória quanto em audiência de julgamento, nega a autoria do crime, alegando que não esteve no local dos factos, porque, no período em que ocorreu, estava na sua residência, por questões de saúde.

Além disso, disse que a arma de fogo apreendida nos autos é sua pertença, apesar de não fazer parte de qualquer força militar ou paramilitar, e sublinhou que a mesma não foi usada no crime em causa.

A audiência de julgamento prossegue nos próximos dias, com a audição dos declarantes, pelo que o Na Mira do Crime fará total cobertura.

Conheça o caso

Atesta a acusação que, por volta das 15h40 do dia 21 de Agosto do ano passado, Elias da Fonseca Gonçalves circulava na rua dos Comandos, do bairro Tala Hady, município do Cazenga, em sua viatura Mitsubishi, modelo canter, cor branca, de matrícula LD-75-18-EY.

Quando chegou nas imediações da Frescangol, junto à linha férrea, na intercessão da rua dos Comandos e a Avenida Deolinda Rodrigues, foi interpelado pelo arguido, Meneses João, e seus amigos, prófugos, que se faziam transportar por duas motorizadas, de marca Lingken e YB, cujas matrículas não foram identificadas.

Munidos de arma de fogo, do tipo AKM, cano serrado, obrigaram a vítima a parar a viatura, tendo, inclusive, batido na porta lateral, mas este não cedeu e continuou a marcha.

Na sequência, uma das motorizadas fez ultrapassagem e parou à frente, impedindo a movimentação da carrinha, obrigando Elias a parar.

Imediatamente, dois dos meliantes desceram e efectuaram vários disparos, tendo três projécteis atingido o vidro de frente e um no vidro lateral da cabina.

De seguida, um dos meliantes entrou para a viatura, pela janela do pendura, retirou uma pasta, de cor preta, que no seu interior continha valores monetários não determinados.

Entretanto, alguns dos disparos efectuados pelo réu e seus comparsas atingiram a cabeça da vítima, provocando uma ferida com factura de ossos do crânio e dilaceração encefálica, que teve como consequência a morte imediata.

No momento da sua detenção, o réu foi encontrado com uma arma de fogo, do tipo AKM, número 34205-1969, com carregador contendo dez munições, que foi submetida a exame pericial de balística.

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