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Webba e Massanga 'comemoram' queda de ACJ em Paris

Webba e Massanga 'comemoram' queda de ACJ em Paris


Na sequência da anulação do décimo terceiro congresso da UNITA, surgem informações segundo as quais, alguns membros do partido, como são os casos de Mihaela Webba e Rafael Massanga Savimbi terão ido à França, na véspera da publicação do acórdão do Tribunal Constitucional, para alegadamente não assistirem aos acontecimentos que se seguiriam à reacção do partido.

Por: António Kañeneñene

Fontes da UNITA acusam a deputada Mihaela Webba de ter participado na elaboração do processo de destituição de ACJ que alguns militantes, muitos dos quais dissidentes, levaram ao Tribunal Constitucional.

A ida à França, adianta a fonte, visou comemorar, junto do seu marido Alcibíades Kopumi, a queda de Adalberto Costa Júnior.

Lembrar que Kopumi era o principal rosto da campanha de José Pedro Kachiungo, que publicou textos até no Jornal de Angola, atacando ACJ, antes e depois do congresso de 2019, mas que, nos últimos meses, vive em França onde terá pedido asilo político.

Rafael Massanga Savimbi, actual Secretário das Relações Exteriores, é citado como tendo ido à França também para não assistir a queda de Adalberto, em Luanda.

Esperavam muita confusão no seio do partido, com a realização de manifestações em todo país. "A anulação histórica do congresso juntou alguns jovens, em Luanda, numa festa de vitória, onde se viu, também, Tao Sakaita Savimbi, filho do líder fundador", denunciou a fonte, adiantando que o Gabinete de Estudos e Análises do Galo Negro tem, em sua posse, todos esses dados probatórios, incluindo videos sobre comemorações associadas a José Pedro Kachiungo.

No entanto, apesar de figuras como filhos de Jonas Savimbi terem apoiado Alcides Sakala, este parece não estar interessado a entrar na próxima corrida eleitoral, no seio dos maninhos.

Recentemente, ele publicou nas redes sociais que se fosse indicado como presidente do partido, no dia seguinte, nomearia ACJ para esse cargo.

REGRESSO DE SAMAKUVA ENTRE RECEIOS E ESPERANÇA

Depois de, sob sua liderança, o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política ter preparado um congresso ensombrado por irregularidades, Isaías Samakuva, dois anos depois, é reconduzido à liderança do maior partido da oposição para unicamente convocar outro congresso mais sério, sob pena de assistirmos esse vai—vem a repetir—se.

Já é evidente que, afinal, o Comité Permanente da UNITA é manipulável tanto pelos seus militantes quanto pelo Tribunal Constitucional, devendo, cada passo que for dado, ser bem calaculado. No entanto, o regresso de Isaías Samakuva à liderança da UNITA, para alguns, é sinónimo de coesão do partido, enquanto para os outros significa que existe muito espaço de manobra para Samakuva manter—se por mais tempo.

Nas redes sociais, o maior partido na oposição faz circular um tal "Plano macabro do MPLA contra a UNITA" que alegadamente começaria a ser Executado no Tribunal Constitucional onde, depois do último acórdão, esperava—se que Adalberto Costa Júnior não se conformaria e continuaria à frente do partido, motivo mais que suficiente para diaboliza—lo.

Depois do acórdão número 700/2021 que anula o XIII congresso votado pelos juízes do tribunal constitucional em que, segundo a UNITA, 7 são membros do MPLA num universo de 11 juízes, o objectivo "afinal não era apenas destituição de Adalberto da Costa Júnior da liderança do galo Negro; esperava—se muito mais. No referido plano, lê—se que o outro objectivo é causar instabilidade e desunião na estrutura mais alta do partido dos maninhos, passando a mensagem ao povo que este partido é tão desorganizado que nem eles mesmo conseguem se entender.

"O MPLA achou que os maninhos deveriam convocar uma mega manifestação e, depois, iriam inserir bófias no meio da multidão que começariam a destruir os bancos, as lojas e outras instituições para depois virem a público culpar a UNITA e, de seguida, o presidente da república João Lourenço vir a público dizer que as eleições foram adiadas porque a UNITA causou instabilidade no país e aí a sociedade civil cairia por cima da coitada UNITA", lê-se ainda no documento atribuído ao MPLA.

Nos próximos dias, "David Mendes e derivados aparecerão nas TVs a incentivar o adiamento do congresso da UNITA para 2023 ou mesmo 2024 e viria com um autêntico culto de personalidade e elogios ao Isaías Samakuva afim de confundir a opinião pública para uma possível desunião no ceio dos maninhos".

Esta última a acusação vem apenas reforçar a desconfiança que se pretende instalar com o regresso de Samakuva, líder carismático, embora várias vezes acusado de ser muito manso ante um adversário astuto como o MPLA.

De desconfiança em desconfiança, o que se pretende, agora, é acompanhar cada passo do líder, no sentido de se tornar célere a realização do terceiro congresso ordinário.

Outra jogada contra ACJ repousa no TC Depois do famigerado acórdão que leva tudo à primeira forma, na organização fundada por Jonas Malheiro Savimbi

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