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Estado da Nação: João Lourenço faz o balanço dos seus quatro anos de governação  

Estado da Nação: João Lourenço faz o balanço dos seus quatro anos de governação  


Diferente das outras três ocasiões, o Presidente da República, João Lourenço, deve apresentar, na Assembleia Nacional (AN), esta sexta-feira, 15, o resumo das actividades realizadas nos últimos quatro anos da sua presidência que, como tudo na vida, teveram aplausos e apupos.

Por: Lito Dias

Trata—se de um imperativo constitucional, o chefe de Estado discursar na Assembleia Nacional, na abertura do ano legislativo, e debruçar—se sobre as principais incidências da sua governação, de 2017 a 2021, e dizer o que pensa fazer nos 10 meses que faltam para as próximas eleições.

O que difere o discurso desta sexta-feira sobre o Estado da Nação com os outros três já realizados é       que os anteriores fizeram o balanço anual, mas este vai ser uma espécie de balanço de quatro anos de governação.

A expectativa da sociedade é grande, sobretudo para as pessoas que acreditaram na mudança de paradigma. E, deveras, houve mesmo alguma mudança no concernente às políticas públicas, embora isso não signifique automaticamente melhoramento da vidas das populações.

É consensual dizer que o início do combate à corrupção deu visibilidade tanto interna como externa, sobretudo depois de figuras antes intocáveis se sentarem no banco dos réus.

Apercebendo—se disso, o combate à impunidade, à bajulação e a corrupção constituíu—se na divisa do partido que sustenta o Executivo, apesar de a bajulação persistir.

Vai ser o último discurso na Assembleia Nacional antes das eleições, por isso, espera—se que o Chefe de Estado fale da realização dessas eleições, cuja lei que as regulam foi devolvida aos deputados para sanarem algumas imprecisões.

Ainda na senda das eleições, seria prudente que João Lourenço falasse também das autarquias, depois da referida ter sido também mexida no âmbito da revisão pontual da Constituição.

SOMBRAS NA GOVERNAÇÃO

Tudo que se vivenciou, nesses anos de governação de João Lourenço, leva—nos a crer que ele não fará tantas promessas, mas tentará justificar a não materialização de uma boa parte das promessas.

No âmbito da política socioeconómica, vaticina—se que Jlo venha apresentar números, números que também falarão alto quando se olhar para o número de desempregados, das crianças fora do sistema de ensino, dos estudantes que desistiram das universidades devido ao aumento de propinas, morte nos hospitais. A falta de soluções para minimizar as consequências da seca no sul do país, a pobreza nas famílias devido ao elevado custo de vida e a perda do poder de compra, são também alguns dos principais problemas que mancharam e ainda mancham a governação.

Portanto, o discurso do Presidente da República sobre o Estado da Nação deve reflectir o país real, onde ainda se assiste violações da Constituição e da lei.

Nos últimos quatro anos não foi possível consolidar o Estado Democrático e de Direito, a Reconciliação Nacional, com a oposição a dirigir duras críticas ao Executivo sobre o assunto.

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