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Estado da Nação: João Lourenço diz que Covid-19 ´estrangulou´ estratégias do seu governo

Estado da Nação: João Lourenço diz que Covid-19 ´estrangulou´ estratégias do seu governo


Estando por dentro da situação que o país atravessa, caracterizada, sobretudo, pelo aumento do preço dos principais produtos alimentares, cuja responsabilidade recaía sobre o Executivo, o Presidente da República, João Lourenço, sacudiu a água do capote e diz que a pandemia afectou o aumento dos preços.

Por: Lito Dias

Em seu entender, o Executivo por si liderado deu o seu máximo para cumprir os programas gizados, mas a pandemia, como aconteceu noutros cantos do mundo, inviabilizou tudo.

 João Lourenço, que falava esta sexta-feira, na Assembleia Nacional, sobre o Estado da Nação, ainda que como resultado da Covid—19, a pobreza e o desemprego aumentarem e as famílias ficaram sem rendimentos.

Sublinhou que para o sofrimento não se alastrar por mais tempo, o Executivo tomou medidas imediatas para se restabelecer o preço dos principais produtos alimentares, com a isenção aduaneira de grande parte deles.

Para viabilizar este programa, o Executivo pretende levar à Assembleia Nacional uma proposta tendente a reduzir o Imposto de Valor Acrescentado (IVA), implementado em 2019.

"Vamos acompanhar esta medida sempre no intuito de melhorar a vida das populações mais vulneráveis", garantiu.

Outra medida tomada no mesmo sentido, foi assistência a mais de 700 mil pessoas com cestas básicas, de Outubro de 2020 a Agosto de 2021.

Para além da Covid—19, o Presidente da República diz que fenómenos naturais agravaram o aumento da pobreza, olhando para estiagem e a praga de gafanhotos no centro e sul do país.

E para minimizar os efeitos da seca, reiterou o desejo do Executivo de construir 162 chimpacas que bacias de retenção de água, que vão beneficiar as comunidades e o seu respectivo gado.

No seu discurso, de aproximadamente duas horas, João Lourenço referiu—se aos avanços registrados nos domínios da construção e reabilitação de infra—estruturas sociais, no âmbito do PIIM e não só.

Falou igualmente do estímulo que se tem dar ao sector não petrolífero que, na visão do Presidente, conheceu sinais positivos, abrindo caminhos para uma economia forte e sustentada.

O Presidente angolano não deixou de se referir à instabilidade que se vive no mundo e em África, em particular, onde se verificam rebeliões contra instituições democráticas.

Deixou, por isso, um recado a todos aqueles que pretendem seguir o mesmo caminho afirmando que a experiência angolana mostrou que essas não são formas viáveis para resolução de conflitos. Para além do diálogo, acrescentou, há outras formas de prever tais situações, e essa prevenção é desenvolvida pelas forças de defesa e segurança e inteligência.

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