Comando provincial abre processo de averiguação contra oficial da polícia acusado de extorquir lotadores de táxi na vila de Viana
Depois de averiguada a denúncia do Na Mira do Crime, que dava conta que o polícia, em pouco mais de seis meses, extorquiu mais de 500 mil kwanzas dos jovens lotadores da paragem da AngoMart, em Viana. O comando provincial abriu processo de averiguação contra o Inspector da Polícia Nacional colocado no Comando Municipal de Viana, “Samy” propriamente da 43ª Esquadra .
Por: Kihunga Bessa
A informação foi confirmada a este jornal pelo Porta-voz em exercício da Polícia Nacional em Luanda, Inspector-chefe Euler Matari.
"Este caso foi tratado no Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, tão logo tomamos conta da denúncia, o Comandante Provincial de Luanda, Excelência Comissário-chefe, Ribas da Silva, orientou que se abrisse um processo de averiguação do caso, e ditou o afastamento do polícia que se encontra sob detenção", notificou.
Lotadores esfregam as mãos de contente
Lotares de táxis que trabalham na paragem da AngoMart e arredores, junto a FAPA, no município de Viana, mostram-se aliviados com a ausência do oficial da Polícia Nacional do Comando Municipal de Viana, identificado como “Samy”, acusado de extorsão.
Na Edição de 11 de Setembro do ano em curso, o Na Mira do Crime denunciou o oficial da Polícia Nacional, "Samy" que ostenta a patente de Inspector, colocado na 43ª Esquadra, em Viana, que é acusado extorsão por parte dos lotadores, e dizem que, num intervalo de cinco meses, o polícia ficou com mais de 500 mil kwanzas dos jovens lotadores.
https://namiradocrime.info/show/12053
O Na Mira do Crime regressou ao mesmo local, e ouviu os jovens da Associação dos Taxistas e Lotadores de Angola "ATLA", que esfregam as mãos de contente, porque há cerca de semana e meia que o polícia não incomoda os lotadores.
João Pedro, nome fictício, explica que não é comum o polícia ficar tanto tempo sem aparecer no local, e espera que o oficial tenha mudado de conduta.
Segundo os jovens, neste momento a preocupação recai para roubos e furtos efectuado por marginais, sobretudo de noite.
"O grande problema agora são os constantes roubos que acontecem nestas paragens, nós não conseguimos banir a situação porque somos poucos e pedimos a presença dos efectivos da polícia", alertou.
Quem também falou para a nossa reportagem é Leonardo Lopes, presidente da ATLA, que dá a situação como calma, desde que se nota a ausência do oficial.
"Como Presidente, estes dias nunca mais recebi reclamação a respeito, isso significa que a situação melhorou e esperamos continuar assim", disse.











